
A primeira vez em que a internet apareceu associada diretamente às campanhas políticas foi nas eleições presidenciais de 2004. Durante as primárias daquele ano, o pré-candidato democrata Howard Dean — que disputava a indicação do partido com John Kerry — criou um sistema de arrecadação de fundos em seu website. Por meio dele, os simpatizantes escolhiam valores entre 50 e 100 dólares e pagavam com cartão de crédito, como se fosse uma compra online.
Um vídeo que promove a candidatura do senador americano Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, foi o mais compartilhado da rede nos últimos 30 dias. Desde que entrou no ar, no dia 4 de fevereiro, mais de 11 milhões de pessoas baixaram o vídeo, produzido por Jesse Dylan, filho do cantor Bob Dylan, e pelo líder da banda Black Eyed Peas, William James Adams.
O vídeo Yes We Can (”Sim, nós podemos”) — produzido com trechos de discursos de Obama e protagonizado por uma constelação de astros pop –Por 4 minutos, celebridades como a atriz Scarlett Johansson, o jogador de basquete Kareem Abdul-Jabbar e o pianista Herbie Hancock cantam trechos musicados de discursos de Obama marcados pelo refrão “Yes we can”, espécie de mantra do pré-candidato do Partido Democrata. “O Yes We Can é a grande novidade política da internet”, é o exemplo mais cristalino da nova dimensão que o site YouTube — e a própria internet — passou a ter para o market-ing político nos Estados Unidos.
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